"A inspiração vem dos outros. A motivação vem de dentro de nós."
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escrito por Dreamer, em 22.03.09 às 18:31link do post | favorito

Tenho observado várias vidas. Vidas de quem me rodeia. Vidas de pessoas que me são queridas.

Tenho-me apercebido que, cada um à sua maneira, tem os seus problemas, os seus dilemas, as suas decepções, as suas inseguranças e os seus pontos fracos.

Tenho tomado consciência que as vidas parecem andar voltadas do avesso, num avassalador conjunto de confusões, indecisões, medos e angústias.

Vou assistindo, atenta e impotentemente, a cada desenrolar de capítulos nos livros de vida delas. Enquanto assisto, vou eu própria escrevendo mais umas páginas do livro que é a minha vida. Tal como algumas dessas pessoas que me rodeiam, também decidi recomeçar e tentar dar a volta por cima. É no que me tenho concentrado nestas últimas semanas. E parece estar a resultar...

Como se costuma dizer, "a Primavera é sempre a mesma, as flores é que vão mudando". Que consigamos sempre fazer com que as nossas flores renasçam, que consigamos sempre recomeçar um caminho, mesmo que, por vezes, nos percamos por atalhos. Porque os atalhos da vida podem tornar-se bem longos. E porque a Primavera da vida chega quando nos sentimos aptos para renascer, para recomeçar...

 

 

Já é Primavera por aqui!

 


Obrigada pelo "Olá!" e pelo sorriso. Foi um prazer :)

 

música: Ficar Mais Perto - Mafalda Veiga

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escrito por Dreamer, em 09.03.09 às 17:52link do post | favorito

Tenho vontade de me fechar num sítio escuro. Apenas eu e os meus pensamentos.

Reflectir sobre o que tenho feito a mim mesma. Reflectir sobre a importância prioritária que tenho dado a determinados assuntos. Assuntos esses que não valem a pena. E hoje percebi isso mesmo.

Fui a mais uma consulta e pouco mudou desde a última vez: mantive o peso. Graças a quem? A mim e à minha fantástica estupidez. Já sabia que isso deveria acontecer, hoje foi só a confirmação.

Agora tenho novos objectivos: centrar-me de uma vez por todas só em mim e no que quero.... abstrair-me do que me tem consumindo por dentro e seguir com a minha luta.

Vou procurar a força que perdi... Desta vez dentro de mim, mas não dispensando a ajuda de quem me rodeia.

 

Não deixei de lutar, só perdi a força.

Não deixei de sorrir, só deixei de ter esperança.

Não deixei de sonhar, só deixei de ser sonhadora.

 


"Se fores capaz de pedir a ajuda que precisas, a tua vida será muito mais simples... Acredita." Conselho de médico.

 


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escrito por Dreamer, em 05.03.09 às 00:02link do post | favorito

Apetece-me escrever.

Hoje e agora. Só porque sim. Só porque sei que, apesar de nada mudar, vou ficar aliviada.

 

Apetece-me escrever porque custa-me falar. Custa-me ouvir a minha voz dizer a alguém coisas que não queria ouvir.

Apetece-me escrever porque tudo o que pensava que sabia alterou-se. Percebi que não sei nem metade do que julgava.

Apetece-me escrever porque as pessoas têm sempre a capacidade de nos surpreender.

Apetece-me escrever porque quero esquecer e seguir em frente.

Apetece-me escrever para ver o resultado do que estou a sentir neste momento.

 

Apetece-me escrever porque gosto. E porque aqui posso juntar o útil ao agradável...

 

 


"Faz da tua ausência o bastante para que alguém sinta a tua falta, mas não a prolongues demais para que esse alguém não aprenda a viver sem ti..."
 
 
música: The Scientist - Coldplay

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escrito por Dreamer, em 24.02.09 às 22:25link do post | favorito

Tenho vontade de gritar.

De respirar fundo e libertar de vez o aperto que sinto.

Respirei profundamente, mas de nada adiantou.

 

Estou cansada.

Cansada de querer e não poder.  

Cansada de lutar e pouco mudar. 

Cansada de sonhar e não conseguir.

 

É Carnaval: tempo de máscaras.

Vou mascarar o coração... para sempre.

 

sinto-me: sufocada
música: Secretamente - Rita Guerra

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escrito por Dreamer, em 02.02.09 às 23:13link do post | favorito

É tão díficil evitar quando se quer demonstrar.

 

Travar a velocidade das palavras quando as emoções aceleram.

Controlar os gestos quando o coração se quer libertar.

Calar a voz quando segredar seria o ideal.

Fingir-se indiferente quando só se quer ser expansivo.

Fechar os olhos quando estes deviam ver a esperança.

Manter-se constante quando só se quer não parar de lutar.

Desistir quando sentir não passa só por nós.

Parar quando só se quer viver... um pouco mais.

 

É tão difícil quando um sentimento toma proporções inesperadas.

 

 


Afinal este dia não foi o que tinha esperado que fosse. Tudo vai continuar igual e em aberto. Sindrome dos Ovários Poliquísticos: sim ou não? Eis a questão. Talvez daqui a uns meses saiba a resposta.

música: Clã - Problema de Expressão

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escrito por Dreamer, em 29.01.09 às 01:15link do post | favorito

Dois caminhos. Uma escolha.

Dois desafios. Uma vontade.

Dois anos. Uma batalha.

 

Foi precisamente neste dia que decidi começar uma nova vida.

Dois anos passaram e, hoje, com 20kg a menos e com uma vida completamente diferente da que tinha na altura, posso afirmar com convicção de que o que perdi não foi apenas peso. Inseguranças. Medos. Incertezas. Melancolia. Um conjunto de coisas que me pareciam intrínsecas foram deixando de o ser com o passar do tempo.

Agora, no dia 2-2-2009, talvez algumas coisas possam ser explicadas...

 

Dois anos. Um sonho. Uma necessidade. Uma prioridade. EU.

sinto-me: nostálgica

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escrito por Dreamer, em 22.12.08 às 17:46link do post | favorito

Mais um dia de ansiedade chegou até mim. Pois é, mais uma ida à consulta de Nutrição. (A propósito, as consultas desta especialidade deixaram de ter taxa moderadora devido ao elevado número de obesos no nosso país.)

E passados quase dois anos, posso finalmente gritar a bons pulmões que 20kg já lá vão. Sim, 20kg!!! Até custa a crer... Tem sido um processo tão lento que nem vou dando conta da perda dos meus companheiros. E destes companheiros não vou sentir saudades, quero vê-los a todos os que estão a mais pelas costas :)

Não estou de dieta, adoptei um novo estilo de vida que vai ter de me acompanhar para sempre. Sim, porque a obesidade não se cura com dietas, mas com mudanças no dia-a-dia, com força de vontade, com coragem, com persistência e determinação. E segundo o meu médico, já provei ter essas características. Não basta traçar os objectivos, nem sonhar, isso é apenas o início de uma longa caminhada a percorrer. E é este caminho que eu tenho de continuar a seguir, manter-me a lutar. Hoje, amanhã, sempre e para sempre.

A pedido do meu médico, aqui fica o agradecimento aos amigos, conhecidos e desconhecidos que me têm apoiado. Segundo ele eu devo agradecer-vos para saberem o quanto isso é importante para mim. E é mesmo. E eu agradeço e tenho sempre agradecido. E porque nunca é demais, uma vez mais, muito obrigada ;)

 

"I can´t live without you..."


A todos que por  aqui passam desejo um Feliz Natal e... cuidado com os doces, mas comam-nos por mim.

sinto-me: a modos que contente :)
música: Dr1ve feat. Lúcia Moniz - Wish

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escrito por Dreamer, em 27.10.08 às 23:27link do post | favorito

Estes últimos tempos têm parecido quase inacreditáveis. Houve momentos em que quis acreditar que estava a ter um pesadelo, mas na verdade não. Na verdade era cedo demais para estar a dormir, na verdade era real demais para ser só um pesadelo, na verdade era verdade.

E foi com algumas verdades bem complicadas que fui suportando estas semanas, que me senti impotente e inútil. Aconteceu tudo ao mesmo tempo, coisas demais para uma pessoa só. E estudar?! Quando? Onde? Porquê? Com que cabeça? Pois, de facto não é simples conseguir obter alguma concentração com as preocupações  a ocuparem todo o pensamento. Mas dei o melhor que pude...

Ontem comecei uma vida diferente. Há quem me chame de sortuda. Sim, agora estou numa residência universitária e a dois passos da faculdade. Pois. É isso. E então? Talvez essa seja a maior vantagem. Espero, com o tempo, vir a descobrir muitas mais. A desvantagem essa sei qual é. Mas vou ter de ultrapassá-la.

E a obesidade? No meio de tudo o que tem acontecido continuo a conviver com a minha companheira de quase sempre, a obesidade. E com menos vontade em muitos momentos, lá vou cumprindo o meu plano alimentar. Tem servido para ter real noção da doença. Houve momentos em que só me apeteceu comer coisas que não devo. Se comi? Algumas vezes sim. Foi mais forte que eu, reconheço. Tenho perfeita noção de que quando as minhas emoções estão a viver algures numa montanha-russa, os impulsos são bem mais fortes. Sim, é normal, eu sei, mas não devem ser mais fortes que eu. E não o são na maioria dos momentos, é o que vale ainda assim.

Bom, continuo a acreditar na frase que diz "No fim tudo acaba bem, se ainda não está tudo bem é porque ainda não chegou ao fim." Continuo a sonhar e a ser ingénua, mas penso que é bom acreditar nisto, mais que não seja para manter a esperança viva.

Tudo melhorará. E a vida continua... Longe ou perto, mas sempre amparada.

 


Agradeço a todos que têm dado um feedback deste blog. A todos aqueles que por aqui "picam o ponto" e se revêem no que escrevo por já terem passado ou por estarem a passar pelo mesmo. É sempre bom ler as palavras de quem nos compreende.

sinto-me: a adaptar-me...

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escrito por Dreamer, em 22.09.08 às 23:59link do post | favorito

O dia da tão esperada ida ao médico chegou. E ao contrário da última consulta, em que quase tudo se parecia ter desmoronado, nesta fiquei a saber que valeu o esforço. Progredi. Dezoito quilos já lá vão e a próxima meta será perder mais dezoito. Cá estarei.

Pode nunca ser tarde demais para lutar, mas já é tarde demais para desistir. Não posso, não quero, nem vou desistir. Não vou deixar fugir o que tenho conseguido conquistar lentamente, com muito esforço e orgulho.

Fiquei feliz, para lá de feliz. Desta vez as lágrimas foram de felicidade. E é tão bom chorar de felicidade.

sinto-me: para lá de feliz ;)

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escrito por Dreamer, em 13.09.08 às 17:37link do post | favorito
Não me resta nada, sinto não ter forças pra lutar,
É como morrer de sede no meio do mar e afogar,
Sinto-me isolado com tanta gente à minha volta,
Vocês não ouvem o grito da minha revolta.
Choro a rir, isto é mais forte do que pensei,
Por dentro sou um mendigo que aparenta ser um rei.
Não sei do que fujo, mas esperança pouca me resta,
É triste ser tão novo e já achar que a vida não presta,
As pernas tremem, o tempo passa, sinto o cansaço,
O vento sopra, ao espelho vejo o fracasso,
O dia amanhece, algo me diz pra ter cuidado,
Vagueio sem destino, nem sei se estou acordado.
O sorriso escasseia, hoje a triteza é raínha,
Não sei se a alma existe, mas sei que alguem feriu a minha.
Às vezes penso se algum dia serei feliz,
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz...

Mantém-te firme, 
quando pensares que não consegues lutar,
que o mundo vai acabar,
ouve a voz dentro de ti!
Mantém-te firme,
não te esqueças que podes sempre escolher,
ninguem te pode vencer,
usa a força dentro de ti!

Não há dia que não pergunte a Deus, porque é que nasci,
Eu não pedi, alguem me diga o que faço aqui,
Se dependesse de mim teria ficado onde estava,
Onde não pensava, não existia, não chorava,
Sou prisioneiro de mim próprio, o meu pior inimigo,
Às vezes penso que passo tempo demais comigo.
Olho pra os lados não vejo ninguem pra me ajudar,
Um ombro pra me apoiar, um sorriso pra me animar.
Quem sou eu? Pra onde vou? De onde vim?
Alguem me diga porque me sinto assim.
Sinto que a culpa é minha, mas não sei bem porquê,
Sinto lágrimas nos olhos mas, ninguem as vê.
Estou farto de mim, farto daquilo que sou, farto daquilo que penso.
Mostrem-me a saída deste abismo imenso.
Pergunto-me se algum dia serei feliz,
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz...

Mantém-te firme, 
quando pensares que não consegues lutar,
que o mundo vai acabar,
ouve a voz dentro de ti!
Mantém-te firme,
não te esqueças que podes sempre escolher,
ninguem te pode vencer,
usa a força dentro de ti!

Tento não me ir abaixo, mas não sou de ferro,
Quando penso que tudo vai passar, parece que mais me enterro,
Sinto uma nuvem cinzenta que me acompanha onde estiver,
E penso pra mim mesmo, será que Deus me quer?
A vida é uma grande merda, e depois a morte,
Cada um com a sua sina, cada um com a sua sorte.
Não peço muito, não peço mais do que tenho direito,
Olho pra trás e analiso tudo o que tenho feito.
E mesmo quando errei foi a tentar fazer bem,
Não sei o que é o ódio, não desejo mal a ninguém.
Há-de surgir um raio de luz no meio da porcaria,
Porque até um relógio parado está certo duas vezes por dia!
Vou aguentando, a esperança é a última a morrer,
Neste jogo incerto que o resultado não posso prever,
E quando penso em desistir por me sentir infeliz,
Oiço uma voz dentro de mim que me diz...

Mantém-te firme, 
quando pensares que não consegues lutar,
que o mundo vai acabar,
ouve a voz dentro de ti!
Mantém-te firme,
não te esqueças que podes sempre escolher,
ninguem te pode vencer,
usa a força dentro de ti!

Mantém-te firme (Boss AC)

É engraçado perceber que já me identifiquei muito com toda esta letra, mas hoje apenas tenho a lembrança de quando pensava assim. Agora, só me revejo no ter de me manter firme...

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escrito por Dreamer, em 12.08.08 às 20:01link do post | favorito

Em pleno Verão de 1989 nascia uma Caranguejo de 53cm e pouco mais de 3kg. Aos três anos de idade é operada de urgência, a sua vida corria perigo. Sobreviveu. A partir dessa operação e apesar da alimentação saudável que levava, começa a engordar. A sua infância foi bastante activa, foi passada quase na totalidade em brincadeiras e corridas na rua, longe das transformações que os videojogos causaram nas infâncias das demais crianças.

Aquando da entrada para a escola primária,era já mais alta, não só dos seus colegas, mas também da sua professora. No entanto, nunca foi discriminada. Foi uma fase feliz e cheia de actividade.

Aos 10 anos viria o ensino básico e, aí, apesar de continuar com os melhores colegas que podia ter tido, foi muitas vezes discriminada pelos "miúdos grandes" da nova escola. Faziam-no para serem vistos como muito fortes e muito engraçados perante os outros amigos. Agora que pensa nisso até tem pena da ridicularidade deles, mas na altura a mágoa era muito grande. Só se sentia segura em casa. Onde ninguém a iria atormentar. Foram dois anos nessa escola.

Segue-se a próxima. Foi nessa altura que começou a sofrer em silêncio com uma doença. Pensou que a família tinha problemas bem mais graves com que se preocupar e ela decidiu nunca partilhar o que estava a acontecer. Foram poucas as vezes que se sentiu mal na nova escola, excepto nas aulas de educação física. Até aos 14 anos ia inventando desculpas para ir faltando às aulas onde eram praticadas as modalidades em que menos estava a vontade. Afinal, ela era a mais cheinha e gordinha de todos os seus colegas. E palavras como cheinha e gordinha apaziguavam o que na realidade era.

Aos 15 decidiu que a sua forma de pensar teria de mudar. E mudou. Novos colegas, novos amigos. E as velhas desculpas para faltar às aulas de desporto deixaram de existir. Decidiu não se inferiorizar perante si mesma. Não era menos que ninguém, pelo contrário, até tinha bem mais que os outros. (O sentido de humor foi algo que sempre a acompanhou, como a sua maior defesa.) Assim, as aulas de educação física tornaram-se das suas preferidas e nunca mais faltou, a não ser por motivos de doença, que não tardavam em chegar. No Verão de 2006 não aguentou mais a doença que a seguia desde os 12 anos. Foi ao médico e o que lhe foi dito assustou-a ao início. Fevereiro de 2007, mais uma operação, mais uma anestesia geral, mais uma batalha ultrapassada.

Antes da operação, em Janeiro, a 29 de Janeiro de 2007, começou uma longa batalha. Melhor, a maior Guerra da sua vida. Após ter consultado um nutricionista que lhe prescreveu um plano alimentar de reeducação, cumpriu religiosamente todos os parâmetros nos meses seguintes. Em menos de um ano conseguiu perder 15kg. Estava feliz, o seu esforço estava a dar resultado e estava a conseguir combater a sua doença crónica. Conseguiu reduzir um pouco o seu Índice de Massa Corporal, reduzindo assim a sua obesidade. Estava num bom caminho. Entrou na faculdade, foi viver para outra cidade, tudo era novo. Conseguiu continuar a cumprir o plano alimentar, mas agora o seu peso quase não se alterava. Foi perdendo a motivação. A juntar a isso, outros factores externos foram ajudando a complicar o seu percurso. Nos últimos tempos não tem tido aquilo de que mais necessita para conseguir continuar: Paz. Só pede que tenha isso. Não quer mais nada. Com Paz conseguirá dar rumo ao que tem deixado agora estagnado. Sim, não engordou, mas também não emagreceu. A próxima consulta está para breve e além de não querer desiludir-se a si própria, não quer também desiludir o seu médico, aquele que tanto "puxa" por ela, o único que a compreende. Ele sim sabe, a culpa não é dela...

música: It's My Life - Bon Jovi

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